Atendimento (27) 3075-0445

Fique por Dentro

01 NOV. 2016

Conheça mais o Dungeon Saga

compartilhe:

Não é nenhum segredo que Dungeon Saga está chegando no Brasil. O jogo base vem com a aventura “A Busca do Rei Anão”, mas não se preocupe: a intenção da Fire on Board Jogos é trazer todas as expansões. Mas chega de falar e vamos à apresentação! Assim, você pode conhecer melhor o jogo e ver com mais detalhes todos os componentes.

APRESENTAÇÃO:

A primeira coisa que notamos é que a caixa do jogo é feita para parecer um livro e realmente parece. A tampa é magnetizada e fecha com facilidade, ajudando a guardar o jogo verticalmente nas estantes. Dentro dessa caixa linda estão todos os componentes necessários para se jogar o jogo. Inclui-se:

1 Guia de regras rápidas.
1 Livro de regras.
1 Livro de aventuras.
4 Miniaturas de Herói.
4 Miniaturas de Monstros Líderes (Boss).
10 Miniatura de portas.
18 Miniaturas de mobiliário com estantes, arcas e outros.
33 Tiles modulares para construir a masmorra durante as aventuras.
50 Clipes plásticos para unir os tiles para não se moverem durante o jogo.
12 Dados de seis faces.
4 Fichas de referência dos Heróis.
4 Fichas de referência dos Monstros Líderes.
1 Tabuleiro auxiliar com informações dos monstros.
Mais de 100 tokens (marcadores) e mais de 70 cartas de itens, magias, habilidades e cartas do Overlord.

A princípio em uma análise superficial eu gostei muito das miniaturas: elas são lindas. As maiores e todos os inimigos e os heróis têm uma excelente qualidade e muitos detalhes. Apenas os esqueletos comuns são um pouco mais brandos de detalhes, porém nada que atrapalhe a qualidade. Algumas miniaturas vieram um pouco tortas e armas fora do ângulo correto, mas lendo o manual eu vi que podia mergulhar em água morna e colocar na posição correta. Gostei muito de ter essa preocupação no manual do jogo, pois utilizando essa dica as miniaturas ficam perfeitas e prontas para entrar em ação!


Depois de analisar as miniaturas e os componentes era hora de pular para dentro do jogo. Honestamente, os guias de regras rápidas - na maioria das vezes - são referências para pesquisa durante o jogo, mas neste caso é diferente: com ele é possível iniciar realmente a campanha. Ele informa tudo que é necessário e não sobrecarrega com muitas informações ou detalhes de regras. Apenas o suficiente para imaginar o jogo acontecendo diante de seus olhos.

O mais interessante é que além de ter o manual de regras e o guia de regras rápidas, o Dungeon Saga tem duas aventuras introdutórias que funcionam como um tutorial que acontece jogando (literalmente) o jogo. São duas missões que são realizadas com dois heróis de cada vez. A primeira com o Anão Guerreiro Rordin e o Bárbaro Orlaf, e nesta aventura aprende-se movimentos do jogo, ações de combater como ataques e defesas e interação com objetos. A segunda aventura a Arqueira Élfica Madriga e Danor o Feiticeiro estão juntos em uma missão, e nesta aventura vemos movimento, linha de visão para ataques em distância e como funcionam as magias do feiticeiro, tudo de forma bem simples e clara. E o melhor JOGANDO! Isso mesmo, não é necessário perder tanto tempo lendo apenas as regras para começar a jogar.

MECÂNICA:

O combate e movimentação no jogo são bem fluídos e funcionam muito bem. As mesmas regras são aplicadas para os heróis e para o Overlord. Em cada aventura os heróis terão um setup de itens, magias para o feiticeiro e até em alguns casos cartas específicas para o Overlord. Todos os personagens do jogo, incluindo heróis e monstros têm três atributos chave que são: Movimento, Dados de combate e Armadura. O movimento é o número de espaços que uma miniatura pode percorrer dentro da masmorra. Dados de combate são os dados lançados durante uma luta, ou seja, a habilidade de combate da miniatura. Armadura é o quanto a miniatura consegue absorver dos ataques sem sofrer nenhum dano.

Basicamente, quando uma miniatura ataca outra, ela rola os dados de combate e separa quantos dados tenham ultrapassado o valor da armadura do defensor. Se o dado rolado der um resultado igual ou menor que o valor de armadura, ele é descartado, pois não causou possibilidade de dano. Após resolvido este passo, a criatura defensora irá rolar seus dados de combate para saber se consegue escapar ou se esquivar do ataque. Após rolados, os resultados são comparados da seguinte forma: Maior resultado Atacante x Maior resultado defensor, ou seja: se Rordin atacar um esqueleto e rolar seus dados de combate e conseguir os resultados 6, 4, 4 e 2, um esqueleto que tem armadura 2 elimina o menor dado de Rordin e possui 3 dados para tentar se defender; ele então rola seus dois dados de combate e consegue um 6 e um 3, sendo assim o 6 do esqueleto é comparado com o 6 de Rordin eliminando este dano, porém o 3 não consegue defender o 4, e o outro 4 que sobra também é considerado dano, sendo assim o esqueleto teria sido infligido de 2 danos no ataque de Rordin.

Os ataques à distância utilizam o mesmo sistema de regras para luta, comparando dados de combate e armadura, portanto é necessário ter linha de visão, ou seja, não podem ter paredes ou móveis entre a poderosa Madriga e seu alvo, por exemplo. Em Dungeon Saga não tem obrigatoriedade de atacar à distância em linha reta, ou diagonalmente. desde que se tenha linha de visão e uma distância que permite o tiro, está valendo. As magias de Danor funcionam de forma semelhante, porém em algumas delas não é necessário que o alvo esteja em sua linha de visão, tornando o mago um excelente controlador.

Os heróis sempre iniciam o seu turno e não há uma ordem fixa de como cada personagem deve agir. Os jogadores podem escolher quem será o primeiro ou o último; e isso pode ser alterado a cada turno, tornando o jogo mais tático e imprevisível já que os heróis podem combinar seus poderes e ataques para surpreender o Overlord, que também tem um elemento surpresa em suas mãos em forma de cartas.

Os personagens evoluem durante a campanha - geralmente em jogos com a mecânica de exploração de masmorras (Dungeon Crawlers) - os personagens adquirem itens mais fortes e isso é a evolução do personagem. Porém em Dungeon Saga, os heróis realmente evoluem, aprendendo novas habilidades, colhendo itens de seus inimigos ou conseguindo itens dentro da masmorra, vasculhando estantes de livros ou poços abandonados.

HISTÓRIA:

Não posso estragar a surpresa de vocês, mas posso dizer que a história é realmente envolvente e imersiva. Vou dar apenas um gostinho a todos. Haha!

“Há mil anos, Valandor, o maior e mais incrível herói já conhecido finalmente tombou em batalha, caiu lutando para proteger a vida de todos ao seu redor. Devido a todos os seus feitos, todos foram eternamente gratos e mantiveram vivo o seu legado. Mas nesta era atual, os locais sagrados de todos os reinos têm sido profanados pelo assustador Mortibris, um mago necromante que junto a seus servos mortos-vivos tem vagado atrás dos segredos do poder de Valandor. Apenas os mais bravos e corajosos ousam se opor a ele  e de terras distantes, aventureiros se juntam para enfrentar de frente a morte que anda conhecida como Mortibris, ou qualquer mal que coloque em risco o reino”

E você? Após conhecer a história está do lado dos Heróis ou de Mortibris e seus asseclas? De que lado você está nessa saga épica?

DICAS:

Geralmente quem compra o jogo costuma ler primeiro as aventuras e jogar como overlord para desafiar os amigos, que agem em conjunto com os heróis. Bem uma dica é que leia a história em voz alta, faça pausas para um suspense, crie vozes e interprete mesmo Mortibris e seus asseclas. E aconselhe seus amigos a fazerem o mesmo! Os heróis têm história e a personalidade fica por conta dos jogadores, mas o Dungeon Saga tem essa pegada RPG e vale muito a pena usar. Principalmente porque a masmorra não é vista inteira, os jogadores não conseguem vê-la, ela vai se revelando conforme é explorada, o que permite interpretação e muita tática.

CONCLUSÃO:

Dungeon Saga é mesmo um Dungeon Crawler fantástico que combina uma história eletrizante com um combate extremamente simples, cooperativo e tático. Os elementos de RPG realmente estão presentes, as aventuras não são repetitivas uma vez que todas elas possuem maneiras de serem jogadas, táticas e objetivos diferentes. Outro ponto positivo é que o jogo funciona bem com poucos ou muitos jogadores, claro que quanto mais, melhor!

Como Overlord na última edição da Dungeon Capixaba, pude perceber grande interação entre os jogadores. Mesmo quem não tem experiência com jogos de interpretação entrou e conseguiu se divertir, além de ter um visual incrível com móveis e miniaturas.

E o melhor de tudo: é possível criar aventuras, criar campanhas e aumentar a rejogabilidade. Ainda, a Fire on Board Jogos vai trazer as expansões, o que torna ainda mais atrativo o jogo. Espero, que eu tenha tirado algumas dúvidas, mas não tenha estragado nenhuma surpresa!

Texto por: Rafa Almeida